Frei Betto: entrevista a “O GLOBO” sobre seu novo livro, “POR UMA EDUCAÇÃO CRÍTICA E PARTICIPATIVA” (Anfiteatro/Rocco).

Publicada no site Câmara Mineira do Livro na segunda, 30 de setembro de 2019.

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(foto: Ignácio Costa)

Com dezenas de obras já publicadas, o convidado desta semana é um dos principais nomes da luta democrática do país e que continua lançando livros, os mais recentes “Minha avó e seus mistérios” (Rocco) e “O Marxismo Ainda é Útil” (Cortez). Vamos conferir o Bibliófilos Mineiros de Frei Betto:

Livro de cabeceira: São dois – “Obras completas”, de Teresa de Ávila, por nutrir minha espiritualidade; e “Memórias póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis, para nutrir minha criatividade literária.

Livro que mais releu: Os quatro evangelhos, em especial quando elaborei sua versão ficcional em “Um homem chamado Jesus” (Rocco).

Livro de Infância: Obras de Monteiro Lobato.

Último livro que deu de presente: Os dois de minha autoria lançados em setembro deste ano de 2019: “Minha avó e seus mistérios” (Rocco) e “O marxismo ainda é útil?” (Cortez).

Último livro que ganhou de presente: “Como as democracias morrem” (Zahar), de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt. Fundamental para entender a atual conjuntura política mundial.

Livro que emprestou, não foi devolvido, mas nunca foi esquecido: Uma edição anotada de “Grande Sertão, Veredas”, de Guimarães Rosa.

Último livro que leu: “Rondon – uma biografia”, de Larry Rohter (Objetiva).

Livro que comprou e até hoje não leu: Vários, como a biografia de Leonardo da Vinci escrita por Walter Isaacson e editada no Brasil pela Intrínseca.

Último livro que leu para alguém (e para quem): Meu infantil “Uala, o amor” (FTD), para uma sobrinha de 5 anos.

Livraria ou biblioteca favorita: Livraria da Vila, e a biblioteca do convento em que moro, ambas na capital paulista.

Livro que desistiu no meio do caminho: “Ulisses”, de James Joyce. Embora eu goste muito de “Retrato do artista quando jovem” e “Dublinenses”, tentei três vezes e não consegui digerir “Ulisses”, uma maçaroca.

Livro mais valioso: Em que sentido? Para mim são valiosos todos os livros que me enriquecem cultural e espiritualmente.